
Congas, Cajon
Com Fabrício Reis
Terças | 19h (iniciantes)
Quintas | 19h
R$ 130,00 (mensal)
Turma de Iniciantes ás Terças em Fevereiro (a partir de 07/02/2012)
Congas (tumbadoras)
Ritmos: Son, Montuno, Mambo, Cha-cha-cha, Pilón, Songo, Moçambique, Conga de comparsa, Plena, Bomba, Merengue, Guaguancó, Rumba Matanzas, Guarapachangueo, Yambú.
Ritmos 6x8: Columbia, Columbia de Santiago, Bembé.
Ritmos de Batá adaptados às congas: Obatalá, Iyesá, Chachalokafun, Elegua, Obaloke, Tui-tui de Oyá e Ñongo.
Técnica do instrumento: Manoteo, sons e rudimentos.
A tumbadora conga é um instrumento de origem cubana com antecedentes nos tambores de barril cravado, nogma e makuta, da etnia congo-Bantú, que foram trazidos por escravos africanos.
A história desse instrumento é bastante recente, alguns modelos primitivos foram aparecendo isoladamente a meados do sec. XIX, e logo, nas primeiras décadas do sec. XX começou a se estabelecer o seu uso na rumba e em outros gêneros populares cubanos. A palavra “tumbadora” tem origem na expressão de origem africana “tumba”, que significa tambor.
A clave é o elemento mais importante e complexo de todos os aspectos que constituem os diferentes ritmos afro-latinos. O conceito de ritmo na clave tem sua origem na África, e suas diferentes variações são escutadas em muitos ritmos latino-americanos que tiveram influência da música africana. Contudo é na música cubana folclórica e popular que a clave adquire uma particular relevância.
(fragmentos retirados do Livro “Congas e Tumbadoras” do autor Sergio Tulbovitz).
Cajon
Ritmos originários do instrumento (Peru), ritmos latino-americanos e brasileiros adaptados ao cajón. Técnica do instrumento.
O Cajón foi concebido no Peru, criado pelo negros escravos durante a colonização espanhola, devido à proibição que pesava sobre eles para executar seu tambor. O uso dos tambores foi proibido pela Igreja Católica por considerá-los pagãos e pelo Vice-Reino do Peru com o fim de evitar a comunicação a distância entre negros (tambores parlantes) e evitar que tocassem o panalivio, um tipo de canção negra que mostrava em lamentos suas condições de escravo: todo tambor achado, foi queimado. Para 1813 desaparece toda a referência do tambor em documentos do Vice-Reino e aparece para 1850 as primeiras referências ao cajón como instrumento musical.
Sendo a percussão o elemento principal e divino de toda a música africana, os negros escravos viram-se obrigados a procurar instrumentos, com os que pudessem se expressar. Os africanos escravos, viram cedo, nos cajones (caixas) de madeira, usados para transportar mercadoria, um grande instrumento de percussão, empregando-os assim em seus rituais sagrados e em suas diferentes manifestações artísticas.


